
Esta edificante história democrática conta-se em duas penadas.
Há seis meses, oito enfermeiros supervisores da linha Saúde 24 denunciaram à ministra da Saúde uma série de factos. Apesar de serem funcionários subordinados de uma empresa da toda poderosa Caixa Geral de Depósitos, que como se sabe usa pessoas e dinheiro sem escrúpulos, todos assinaram o que escreveram.
Num país habituado a cartas anónimas, o mínimo que se esperaria de uma ministra saída do grupo de Manuel Alegre é que, por lacónima que fosse, acusasse a recepção.
E o mínimo a que era obrigada, porque ocupa um lugar de Estado, é que verificasse se os factos eram verdadeiros ou falsos.
Dupla negativa.
Sucede que todos os factos denunciados que foram objecto de atenção noticiosa se revelaram verdadeiros, o que implica quebras contratuais da excusiva responsabilidade da empresa gestora, que reiteradamente mentiu à Direcção-Geral da Saúde, a entidade contratante.
Não foi até hoje possível desmentir um único facto.
O discurso oficial de que a linha "funciona bem" é pura propaganda, como se percebeu quando milhares de portugueses ficaram por atender durante o surto de gripe.
Há seis meses, oito enfermeiros supervisores da linha Saúde 24 denunciaram à ministra da Saúde uma série de factos. Apesar de serem funcionários subordinados de uma empresa da toda poderosa Caixa Geral de Depósitos, que como se sabe usa pessoas e dinheiro sem escrúpulos, todos assinaram o que escreveram.
Num país habituado a cartas anónimas, o mínimo que se esperaria de uma ministra saída do grupo de Manuel Alegre é que, por lacónima que fosse, acusasse a recepção.
E o mínimo a que era obrigada, porque ocupa um lugar de Estado, é que verificasse se os factos eram verdadeiros ou falsos.
Dupla negativa.
Sucede que todos os factos denunciados que foram objecto de atenção noticiosa se revelaram verdadeiros, o que implica quebras contratuais da excusiva responsabilidade da empresa gestora, que reiteradamente mentiu à Direcção-Geral da Saúde, a entidade contratante.
Não foi até hoje possível desmentir um único facto.
O discurso oficial de que a linha "funciona bem" é pura propaganda, como se percebeu quando milhares de portugueses ficaram por atender durante o surto de gripe.
A empresa, governada por um daqueles gestores manhosos à antiga, chamado Ramiro Martins, tratou de usar todo o poder discricionário que o dinheiro do Estado e a lentidão dos tribunais lhe permitem para perseguir pessoas que assinam o que escrevem num país de cartas anónimas.
Há uns tipos assim, que mandam porque mandam, mesmo que não tenham competência para nada, como o próprio Director-Geral da Saúde já disse aos senhores deputados e a quem mais o quis ouvir.
Claro que os deputados não são parvos e já perceberam quem está a mentir. Mas o PS chumbou hoje a audição dos enfermeiros supervisores porque há verdades que incomodam.Como tem a maioria, decide sozinho quem fala na casa da Democracia. É por isso que é preciso mais uma, não é?
