segunda-feira, 3 de agosto de 2009

FAUSTO: A GRANDE NOTÍCIA



Das férias, trago uma grande notícia. Vai ser possível voltar a ouvir Fausto ao vivo.

Parece que vai ser em Lisboa, lá para Setembro ou Outubro, no Campo Pequeno.

Fausto é a minha notícia. Mas, na verdade, ouvi falar de um espectáculo conceptual a três: Fausto, José Mário Branco e Sérgio Godinho.

Fausto é uma fixação minha, talvez porque só o ouvi ao vivo uma vez.

José Mário Branco engoliu a revolução, o sonho e a mentira, a cobardia e a loucura colectivas, Apolo e Dionísio. E numa noite vomitou tudo: O FMI, que passei na rádio e ouvi em casa do João em Coimbra (1) (2), para mim é a canção de intervenção.

Sérgio Godinho é poesia: o músico que faz a língua estrebuchar.

Fausto, ainda assim, tornou-se o meu preferido. Na música dele parece caber o tempo e a terra toda deste país. Quando tenho dúvidas de que Portugal existe ponho Fausto a tocar e fico sempre viciado outra vez.



quinta-feira, 16 de julho de 2009

A QUESTÃO DE LISBOA

Começou a caça ao voto em Lisboa. Confesso-vos que não estou para ouvir falar de promessas, da circulação de automóveis, da requalificação urbana, de obras a brincar nos miradouros, como a que fizeram aqui na Graça.

O meu critério é o aeroporto.

Há uns doidos que querem acabar com ele e fazer como os gregos. Um aeroporto caro, fora de Atenas, com taxas brutais, que levou à falência a companhia a aérea grega e uma série interminável de hóteis.

Os candidatos do sindicato bancário e da construção civil que reivindica esse projecto devem ficar com os votos do sindicato bancário e da construção civil.

Com o meu voto, nem sonhem. Eu sei bem a importância dos turistas para a economia do meu bairro. E não estou para ir apanhar vôos ao Porto, ou a Faro, quando quiser viajar.

Alcochete já tem disparates que cheguem. Poupem-nos a mais um escândalo.