sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A ESPIONAGEM POLÍTICA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO GRAVA CONVERSAS DE JORNALISTAS

Funcionário do Gabinete da Ministra deixa gravador ligado na sala de imprensa.

O gravador, que esteve sempre ligado, só foi descoberto após um jornalista da TVI se dirigir à mesa para reposicionar o microfone, momento em que encontrou o aparelho ligado a gravar. E foi nessa altura que todos os jornalistas presentes se aperceberam da gravidade do caso. Apagar os nove minutos de conversas gravadas foi a primeira decisão que tomaram em conjunto.

Foi, nesse momento, que o mesmo funcionário entrou outra vez na sala de imprensa e voltou a ligar o gravador, saindo sem se identificar. Alguns jornalistas foram atrás dele para perguntar quem era e porque estava a gravar conversas informais. O funcionário voltou as costas e seguiu caminho sem dar resposta. Foi preciso alguma insistência para finalmente se identificar como António Correia, membro do gabinete da ministra da Educação. À pergunta sobre qual era a intenção de gravar conversas de jornalistas, o funcionário respondeu desta forma: "Temos as mesmas armas".


Isto é de uma gravidade extrema. Estou à espera de quanto tempo e quanta vergonha vai o ministro Vieira da Silva precisar para pedir a demissão da ministra Isabel Alçada.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O SENHOR DIRECTOR

"Não é muito recomendável que um jornalista da RTP que esteja a fazer a cobertura de uma história manifeste opiniões tendenciosas no seu blogue. É discutível. Mas depende também de como o fizer.

Tem Twitter e Facebook?

Tenho, mas discretos. O "The New York Times", no código de conduta que estabeleceu, chegou a um limite muito curioso: sugeriu aos jornalistas que tenham atenção aos amigos aceites no Facebook. "Porque se tiverem muitos 'friends' do partido democrata, vocês estão a pôr em causa a vossa independência".

Costuma receber telefonemas de José Sócrates?

Eu falo com toda a gente. Falo com toda a gente."

Entrevista de José Alberto Carvalho, JN