"Sim, o primeiro-ministro sabia, foi informado pessoalmente do que se passava e, por via indirecta, conhecemos indicações suas sobre o modo como os executantes deviam proceder. E, por isso, mentiu ao Parlamento. Ele não queria ter a fama (de controlar a comunicação social), sem ter o proveito (de a controlar de facto) e procedeu e permitiu que procedessem em consequência, conforme as suas intenções publicamente anunciadas no congresso do PS."
Pacheco Pereira, Deputado
Terminou a comissão de inquérito. A desconsideração que a maioria dos portugueses tem pela Liberdade, permitiu o que permitiu. Está feito. Mas não teria valido a pena sancionar o precedente claramente, por um futuro mais limpo? Pergunto-me se os militantes socialistas, os deputados socialistas e os socialistas em geral pensarão nisso. E quando um dia outra maioria se apoderar do Estado e aproveitar a espantosa vulnerabilidade das "grandes empresas" para diminuir as notícias e impôr a sua propaganda? Estarei, como jornalista, disposto a ouvi-los - a quase todos, porque a paciência tem limites.