sexta-feira, 18 de junho de 2010

PARA MEMÓRIA FUTURA

"Sim, houve participação governamental (em particular com origem no primeiro-ministro e executada por quadros do PS colocados em posições cimeiras em empresas em que o Estado tem qualquer forma de participação directa ou indirecta) numa tentativa de, em ano eleitoral, controlar vários órgãos de comunicação social, nomeadamente a TVI".

"Sim, o primeiro-ministro sabia, foi informado pessoalmente do que se passava e, por via indirecta, conhecemos indicações suas sobre o modo como os executantes deviam proceder. E, por isso, mentiu ao Parlamento. Ele não queria ter a fama (de controlar a comunicação social), sem ter o proveito (de a controlar de facto) e procedeu e permitiu que procedessem em consequência, conforme as suas intenções publicamente anunciadas no congresso do PS."

Pacheco Pereira, Deputado

Terminou a comissão de inquérito. A desconsideração que a maioria dos portugueses tem pela Liberdade, permitiu o que permitiu. Está feito. Mas não teria valido a pena sancionar o precedente claramente, por um futuro mais limpo? Pergunto-me se os militantes socialistas, os deputados socialistas e os socialistas em geral pensarão nisso. E quando um dia outra maioria se apoderar do Estado e aproveitar a espantosa vulnerabilidade das "grandes empresas" para diminuir as notícias e impôr a sua propaganda? Estarei, como jornalista, disposto a ouvi-los - a quase todos, porque a paciência tem limites.

6 comentários:

miraldina guilherme disse...

FORÇA,CARLOS!!!
ESTOU CONTIGO...
ESGRAVATA OS PODRES DESTE PAÍS!!!
BJS
Miraldina

Anónimo disse...

BRAVO!!!
FORÇA Carlos!!!
"ESGRAVATA"os põdres deste país!!!
Estou contigo...
Continua...
MUITOS ÊXITOS!...na tua carreira...
bjo
miraldina

Karocha disse...

http://infamias-karocha.blogspot.com/

Carlos Arroz disse...

Amigo Carlos
Para memória futura, e honra da ética, também seria interessante aqui colocar alguns extractos do que disse Paes do Amaral no Parlamento, nomeadamente nas considerações que teceu sobre MMG e o Jornal de 6ª feira.
Não tenho qualquer dúvida sobre a existência de pressões sobre jornalistas, jornais, revistas, tv e rádio.
Não tenho qualquer dúvida que continuam, oriundas de variadíssimos sectores, a maior parte deles de forma ilegítima.
Não tenho qualquer dúvida sobre a permeabilidade de muitos dos que têm carteira profissional de jornalista e coluna vertebral de plasticina.
Mas também não tenho qualquer dúvida que o Jornal de 6ª feira e a jornalista MMG muito devem ao bom senso, á ética e, mais grave, á consistência das convicções, do conhecimento, da cultura e da educação.
E esse é o perigo.
Não ser imparcial.
Abraço

Carlos Enes disse...

Caro Carlos Arroz:

Por falar em cultura, por favor escreva "à".

Carlos Arroz disse...

Uma ligação por placa e um computador portátil que não é meu fez-me cometer o odioso crime de confundir agudo com esdrúxulo e logo na primeira do (an)alfabeto.
Nódoa terrível, de cultura pois então.
Obrigado pela correcção.
Fico satisfeito por ser justamente no agudo, que afinal é esdrúxulo, que se concentrou a réplica.
Fico culturalmente elucidado sobre o agente corrector (espero que sem lápis azul).
Abraço